Recentemente li um livro do matemático norte-americano Norbert Wiener, “Cibernética e sociedade: o uso humano de seres humanos”. Neste livro o autor procura demonstrar ao leigo de então — essa segunda edição data de 1954 — os avanços da ciência cibernética e suas implicações na vida dos seres humanos. A leitura desse livro contribuiu para que várias idéias acerca do problema da liberdade huamana se organizassem melhor no meu sistema de compreensão da realidade. Manter a leitura →
31 31UTC Agosto 31UTC 2008
Diálogo do espírito consigo próprio
- O que você quer de mim? – pergunta o espírito a si próprio.
- Nada – ele lhe responde. – O que haveria de querer? Apenas te acompanho. Afinal, não poderia ser de outra forma.
- Sua presença me deixa confuso…
- É mesmo? E como acha que você estaria se eu não estivesse por aqui? Manter a leitura →
28 28UTC Junho 28UTC 2008
Fast-food. Transformações econômicas e culturais na era de experiências mecanizadas
O problema da alimentação pode se apresentar diante do historiador como uma questão de suma importância para a compreensão de um período histórico. Sendo assim, pensando no século XX e em toda a sua “velocidade”, quais foram as transformações históricas que afetaram os hábitos alimentares de seres humanos em diversas partes do mundo? Em que medida o próprio problema da alimentação contribuiu para o ritmo das transformações ocorridas no campo da economia e da cultura no século passado? Se desde os primórdios o ser humano é um animal que come, ou pode comer, “de tudo”, como essa “onivoracidade” pode influenciar na maneira como percebemos o mundo e como o trabalhamos? Manter a leitura →9 09UTC Maio 09UTC 2008
Marcha da Maconha
No último sábado em São Paulo, no Parque Ibirapuera, “aconteceu” a Marcha da Maconha, cujo objetivo era discutir a legislação acerca da maconha em nosso país. Isto é, mais ou menos, pois de acordo com uma liminar emitida na noite anterior, seguindo o mau exemplo de decisões judiciais de outras capitais onde o evento ocorreria, a justiça paulista proibiu que a marcha ocorresse por aqui também. Eu estive lá, e observei algumas coisas interessantes, que me fizeram refletir. Manter a leitura →
6 06UTC Maio 06UTC 2008
O LSD e a crise da ética protestante: o espírito da (contra) cultura juvenil. EUA. 1960

Da mesma forma que o rock foi a trilha sonora por excelência da revolução (contra) cultural da década de 1960 nos EUA, podemos dizer que uma droga em especial foi o seu tônico: o LSD. Mesmo que a maconha fosse a droga que mais tivesse adeptos, o impacto causado pela novidade e pela potência dos efeitos do LSD confere a esta substância uma muito maior importância simbólica. Desde que começou a se tornar um fenômeno cultural em 1962, quando a imprensa norte-americana o descobriu e passou a alardear os “perigos” da droga, esta substância, que é administrada em doses microscópicas, passaria a ser um fenômeno social de proporções macroscópicas. Talvez nem tanto pelo número de pessoas que fizessem uso da droga, mas pelo frenesi que ela gerou e mesmo pelo impacto que geraria nos anos subseqüentes na cultura de massas. Manter a leitura →
15 15UTC Janeiro 15UTC 2008
Ocidentalização do Oriente
Professores avaliam retratos de imperador romano feitos porcandidatos a vaga em universidade de Seul [Folha Online]
A história da Coréia parece ser muito interessante. Tanto pela sua antiguidade que, como no caso da história de outras nações orientais, é muito desconhecida por nós, no Brasil, no Ocidente etc; bem como pela sua história dos tempos de hoje, sua realidade social. A história antiga da Coréia é mesmo muito obscura para mim. O pouco que eu sei é que a península da Coréia, desde séculos atrás, era ocupada por uma etnia, os coreanos, que conformavam uma entidade política coincidente com o território da península. Até hoje a população coreana é uma das mais homogêneas etnicamente e linguisticamente do mundo. No entanto, há pouco tempo (umas seis décadas para uma história de séculos – senão milênios – é realmente muito pouco) algumas mudanças vêm transformando radicalmente essa história.
10 10UTC Janeiro 10UTC 2008
"Eu leio mundo"
Eis o comentário de uma leitora da Folha Online, sobre o programa BigBrother da Rede Globo, postado em 10/1/2008:
É pura hipocrisia criticar o Big Brother por não ter a “qualidade” que deveria ter.
Eu me considero uma pessoa culta (por mais ridículo que esse termo possa parecer).
Faço tudo o que os pseudo-intelectuais exigem: sou pós-graduada, trabalho em uma grande empresa, leio cerca de 25 livros ao ano, assisto à CNN e leio a Folha de São Paulo e Veja.
Mesmo assim, assisto à novela das oito e ao Big Brother.
Isso diminui minha inteligência?
De forma alguma.
Não é necessário ser “culto” o tempo todo. Apenas nos momentos certos.
É isso o que vocês precisam entender.
Muito interessante o comentário da leitora.
Concordando com o final do comentário dela, de fato, não é necessário ser “culto” o tempo todo. E a princípio também não há nada que se possa dizer acerca de sua inteligência, uma vez que essa qualidade pode se expressar de diversas formas, não importando se a pessoa gosta desse ou daquele passatempo, por mais frugal que possa parecer.
Mas o que mais me interessou foi o fato de se considerar uma pessoa culta. Não acho que o termo pareça ridículo. O mais ridículo é ela se considerar culta – disso, por conseqüência, o termo pode ganhar ares de ridículo. Eis a definição do Michaelis:
adj (lat cultu) 1 Que se cultivou; cultivado. 2 Ilustrado, instruído, sabedor. 3 Civilizado. 4 Esmerado: Linguagem culta. Antôn: inculto. sm 1 Forma pela qual se presta homenagem à divindade; liturgia. 2 A religião: Culto católico, culto protestante. 3 Cerimônias religiosas. 4 Veneração. C. externo: cerimônias e festividades religiosas. C. interno: o que se rende a Deus por atos interiores da consciência.
O mais provável é que ela tenha utilizado a acepção em destaque para o adjetivo culto. E o que reivindicou para tanto foi o fato de ser pós-graduada, trabalhar em uma grande empresa, ler cerca de 25 livros por ano e – o melhor – assistir à CNN e ler a Folha de São Paulo e a Veja!
Mas não há que se condenar a pobre mulher. É uma mulher de seu tempo. Destes tempos de hoje, em que o excesso de informação a que temos acesso forma um cenário cultural onde casam-se muito bem o interesse por questões da política e economia nacionais e mundiais com formas culturais situadas entre o bizarro e o non-sense, como o famigerado BigBrother, além da – por que não? – famigerada revista Veja. E a página online da Folha sintetiza muito bem esse cenário.
PS.: Não dá curiosidade para saber quais foram os 25 livros que ela leu no ano passado?
21 21UTC Dezembro 21UTC 2007
Primeira postagem
Paul Klee: Rua principal e ruas laterais (1929)
A idéia é usar este espaço para publicar textos, com comentários e reflexões sobre assuntos diversos, do material ao espiritual, do psicológico ao social, do geográfico ao histórico, do político ao cultural… Enfim, pensar sobre a realidade e registrar os pensamentos.
Três anos de THC e reflexão crítica em doses freqüentes transformam bastante nossa mente. Espero que possa interessar a outros também.





